terça-feira, 27 de novembro de 2012

Chicão, o cão literário....

Que força pode, adstricta a ambriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!


Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,

Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.


Cão! — Alma de inferior rapsodo errante!

Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .


E irá assim, pelos séculos, adiante,

Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos seus pais!

(Versos a um cão - Augusto dos Anjos)




Não entendi.......não gostei........
não gosto de não entender.....
auauahhhahhahahahhhhh!!!!!